quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pesquisa mostra que Brasil passou de sexto para segundo no Índice de Ignorância mundial, atrás apenas da África do Sul


Cartaz do filme Show de Truman


Pesquisa do Instituto Ipsos Mori realizada em 38 nações para avaliar o conhecimento geral e a interpretação que as pessoas fazem sobre o país em que vivem mostra que o Brasil sob golpe avança rapidamente para ser o primeiro do mundo no Índice de Ignorância. No ano passado éramos o sexto. Agora, somos o segundo, atrás apenas da África do Sul.

A informação faz parte da pesquisa "Os Perigos da Percepção", realizada pelo instituto Ipsos Mori e divulgada nesta quarta (6). O estudo apresentou aos entrevistados perguntas sobre a realidade de seus países e em seguida comparou a percepção das pessoas com dados oficiais.
O resultado indica que, por todo o mundo, há pouca familiaridade com temas de segurança, imigração, saúde, religião e mesmo tecnologia. Os países que lideram o chamado Índice de Percepção Equivocada são África do Sul, Brasil, Filipinas, Peru e Índia.
O ranking é o equivalente ao que, na mesma pesquisa realizada no ano passado, foi chamado de Índice de Ignorância, uma média computada a partir da diferença entre as respostas fornecidas pelos participantes do estudo (percepções) e os dados oficiais de cada país (realidade). [Fonte: Folha]
Há alguns anos escrevi aqui no blog uma postagem em que denunciava o sequestro da realidade das pessoas pela mídia corporativa.

No sequestro normal, a pessoa é retirada da realidade em que vive e levada para um cativeiro.

No sequestro da mídia, a realidade é que é sequestrada da pessoa, que vive num cativeiro de ilusões provocado pela mídia.

Repito a postagem daquela época a seguir.


Quem acompanha o Brasil pelos jornalões, pelas emissoras de TV – em especial pela Rede Globo – tem sua realidade sequestrada. Sem um mínimo de senso crítico, essa pessoa acredita que está diante da verdade, que o que lhe afirmam Veja, Folha, Estadão, O Globo, a Rede Globo, é um retrato fiel da realidade.


Aí se desenvolve a síndrome de Estocolmo, quando a vítima se identifica e/ou tenta conquistar seu sequestrador (e basta ler os comentários nos pitblogs para entender o que digo).


Por mais que se tente mostrar a essas pessoas que a realidade lhes foi sequestrada, elas resistem... Isso acontece mesmo que a realidade desminta a mídia corporativa, como nos casos do trágico acidente de Congonhas, do caos aéreo patrocinado e agora da falsa epidemia de febre amarela, que provocou uma absurda correria da população aos postos de vacinação para se prevenir de uma epidemia que só existia na mídia.


A cegueira é tão grande, que levou a enfermeira Marizete Borges de Abreu, de 43 anos, a se vacinar duas vezes contra a febre amarela, ainda que ela não fosse viajar para uma das áreas de risco, ainda que ela tivesse restrições físicas (lúpus - caso em que a vacina não deve ser tomada), ainda que ela soubesse (como enfermeira) que não se deve tomar mais de uma dose da vacina por vez (outra dose só em dez anos).


Com sua realidade sequestrada pela mídia, Marizete vacinou-se duas vezes num prazo de uma semana e veio a falecer, vítima de falência múltipla dos órgãos.


Por isso, quando se fala de sequestro, deve-se salientar que ambas as formas de sequestro são condenáveis, mas a população desinformada pela mídia corporativa só toma conhecimento de uma, enquanto é manipulada pela outra.

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Um comentário:

  1. Na mosca Antonio!no Brasil é como se fosse um câncer.

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