sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O que tinha o celular de Marcela Temer, segundo o hacker que a chantageou



O nome dele é  Silvonei José de Jesus Souza, de 35 anos, e já foi condenado a mais de cinco anos pelo crime de haver hackeado o celular da primeira-dama Marcela Temer e exigido pagamentos em dinheiro para não divulgar o conteúdo. Primeiro, foram R$ 15 mil. Depois, R$ 300 mil.

E o que havia no tal celular para valer tanto?

Imagens íntimas , áudios comprometedores


Silvonei José de Jesus Souza chegou ao celular de Marcela por acaso. Segundo declarou à polícia, os dados dela estavam num HD pirata com os de outras tantas pessoas, que são vendidos nas ruas para listas de e-mail etc.

Com o que tinha nas mãos, Souza clonou o celular e ligou para um dos nomes da lista de contatos de Marcela, ainda sem saber que ela era a primeira-dama.
De posse de agenda de contatos de Marcela, clonou seu celular e escreveu a Karlo Tedeschi fingindo ser a primeira-dama. Na mensagem, a falsa Marcela dizia ao irmão estar sendo chantageada por um hacker que teria em seu poder duas fotos íntimas dela e pedia que depositasse R$ 15 mil em uma conta bancária para que o bandido não divulgasse o material. Karlo Tedeschi caiu no trote e fez o depósito dos R$ 15 mil no dia seguinte. [Fonte: Veja]

Animado com o dinheiro fácil, o hacker resolveu investir mais no celular e seus arquivos.

Na delegacia, já preso, disse (ou foi o que vazou que ele teria dito) que havia apenas imagens da primeira-dama de lingerie ("nada demais", nas palavras dele) e, nos arquivos de áudio do WhatsApp, conselhos políticos de Marcela para seu irmão, que concorreria a cargo eletivo pelo PSDC.

Segundo o que vazou, Marcela teria dito ao irmão para agir como Temer:

No depoimento, o hacker diz que a gravação mostraria Marcela dizendo ao irmão que ele precisa “fazer como Michel, se aproximar dos pobres” [Fonte: Veja]

Fica até difícil imaginar por que o hacker teria avaliado que essas informações banais valeriam R$ 300 mil.

Ou elas não eram banais ou o hacker é uma besta. O mais provável é que ele não se arriscaria tanto se não tivesse algo que julgasse exclusivo nas mãos.

Mas, o que continha o telefone de Marcela Temer, provavelmente nunca viremos saber.

Conteúdo explosivo ou não, o crime catapultou a carreira de Alexandre de Moraes, que, ao comandar a equipe que efetuou a prisão do hacker, pulou diretamente de secretário de segurança de São Paulo para ministro da Justiça do governo golpista de Michel Temer.

Convenhamos que é um prêmio e tanto por simples imagens da primeira-dama de lingerie e uma  conversa fiada de conselhos políticos de Marcela para o irmão.

Mas, é só isso? Não, essa é uma das histórias, contada em sua maior parte pela Veja. Mas existe a versão G1, que teve acesso aos autos do processo.

Segundo o G1, a história começa há 8 anos, quando Souza comprou um HD usado por R$ 250 de um vendedor ambulante em São Paulo. O disco rígido possuía um banco de dados de um provedor de internet. 
(...) 

Nessa versão, o hacker já sabia que estava de posse de dados de Marcela Temer. 

Após restaurar o backup dos arquivos de Marcela em seu próprio iPhone, Souza guardou algumas fotos e áudios. A partir daí, passou a acompanhar as mensagens de WhatsApp dela. Em uma conversa pelo aplicativo, fingiu ser Marcela para conversar com o irmão dela, Karlo, a quem pediu R$ 15 mil. Argumentou que precisava do dinheiro para tintas e mão de obra. Karlo afirmou ter identificado a irmã pois a conta de WhatsApp tinha a mesma foto e apelido que ela costumava usar no aplicativo. Isso ocorreu no dia 4 de abril de 2016.

E o irmão de Marcela depositaria dinheiro para tintas e mão de obra sendo ela casada com Temer? E o irmão não estranhou?

Segundo o processo, Souza também entrou em contato diretamente com Marcela. Em 5 de abril, dia seguinte ao contato com Karlo, pediu R$ 300 mil para não liberar suas informações pessoais. Para provar que falava sério, enviou fotos de Temer acompanhado de seu filho Michelzinho e de imagens dela própria, que estavam em seu iPhone e iPad.

Pelo sim, pelo não, o hacker está preso e o conteúdo hackeado em segredo de justiça.
 
E também um segredo entre os quatro: Temer, Marcela, o hacker e o ministro.
 
A menos que um segredo (o da justiça) ou o outro (dos quatro) seja quebrado por um vazamento que interesse a alguém.

Estaria Temer sendo chantageado por alguém que tem o segredo e pode vazá-lo quando quiser?

É o que dá chegar ao poder através de um golpe sujo de bastidores.


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