terça-feira, 21 de novembro de 2017

Irmão de reitor que se matou pede à Justiça que investigue Delegada da PF pelos abusos e excessos que levaram à morte de seu irmão


Delegada Érika Mialik Marena
Delegada Érika Mialik Marena

O irmão do ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier de Olivo, Acioli Antônio de Olivo entrou com um requerimento ao Ministro da Justiça, Torquato Jardim, para que "seja instaurado procedimento investigativo para apurar a responsabilidade da Delegada Érika Mialik Marena pelos abusos e excessos cometidos na denominada 'Operação Ouvidos Moucos'".


No bilhete que foi encontrado junto ao corpo [imagem], o reitor deixou claro o que o levou a tomar a decisão do suicídio.

No requerimento, o irmão do reitor mostra as arbitrariedades cometidas pela Delegada Érika Mialik Marena (delegada que deu nome à Operação Lava Jato e que era da turma de Curitiba e foi transferida para SC), a falta de fundamentação e a espetaculosidade da tal Operação, anunciada como investigando corrupção de R$ 80 milhões, quando o que se tem hoje são possíveis desvios, ocorridos antes da posse do reitor, de aproximadamente R$ 400 mil.

Leia a seguir trechos do requerimento do irmão do reitor e se aprofunde mais no tema indo ao site do Marcelo  Auler.


[Luiz Carlos Cancellier de Olivo era Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC] Era primário, sem registro de nenhum antecedente, nunca foi processado, sequer administrativamente, tendo fixado residência em Florianópolis nas proximidades da UFSC, que era a extensão de sua casa até o dia em que, como relatou em seu bilhete de despedida, foi defenestrado e banido daquele espaço público. 

Não obstante sua relevante trajetória, foi surpreendido no dia 14 de setembro de 2017 com mandado de prisão temporária expedido pelo Juízo da 1ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Florianópolis, a requerimento da autoridade policial ora representada, a pretexto de aprofundar as investigações, sob a alegação de supostamente ter tentado, na qualidade de Reitor, atrapalhar investigações realizadas no âmbito administrativo (corregedoria) da UFSC. 
 

Deflagrada a Operação com larga e instantânea cobertura da imprensa local e nacional, que, apesar do sigilo, contou com o fornecimento de informações processuais privilegiadas, a exemplo da exato momento de cumprimento dos mandados de prisão, Luiz Carlos Cancellier de Olivo não resistiu a pressão de ser humilhado publicamente pela injusta acusação por um fato anômalo jamais praticado (tentativa de obstrução administrativa), tendo este fato sido determinante para a prática do ato extremo que culminou em seu falecimento precoce e que tem acarretado danos irremediáveis aos familiares ora signatários. 

Apesar disso, ampla foi a divulgação realizada pela Polícia Federal de detalhes sigilosos da referida investigação.
 

(...) A título de exemplo, na página oficial do Facebook1 da Polícia Federal foi divulgada no dia da deflagração da operação (14/09/2017) a informação equivocada de que teria sido desviado da Universidade Federal de Santa Catarina o valor de R$ 80 milhões de reais, permanecendo publicada até a presente data, com a hashtag "#issoaquiépf", demonstrando nítido propósito promocional da notícia. (Disponível em: https://www.facebook.com/policiafederal/photos/a.465261690168176.116246.223630627664618/1788528881174777)

Além disso, também no dia da deflagração da operação (14/09/2017), a delegada representada, antes mesmo de concluir a oitiva de Luiz, que durou mais de 5 (cinco) torturantes horas, convocou coletiva de imprensa e deu entrevista ao vivo, divulgada pelo canal do Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=n8nIa-NKcVU ) da Polícia Federal para "denunciar" o suposto desvio de mais de 80 milhões de reais na UFSC, informação equivocada, pois o montante se refere ao total de repasses feito pela CAPES a todos os cursos de EAD, e não ao suposto desvio, que, segundo apurado até agora, não ultrapassa, ao que se sabe, 400 (quatrocentos) mil reais. 


A ausência do necessário sigilo, com a divulgação excessiva de informações equivocadas pela PF, estigmatizou todos os investigados, especialmente Luiz Carlos Cancellier de Olivo, a quem foi atribuída pela autoridade presidente do inquérito e, posteriormente, pela mídia, a participação em desvio milionário, quando, na verdade, a única acusação genérica contra ele, movido por um subordinado e oposicionista político, era de ter tentado "obstruir" investigação no âmbito administrativo da UFSC, o que nem de longe configura crime. 

Não bastasse a completa ausência de elementos na recém nascida Operação, a autoridade representada convocou, segundo nota da própria PF, 105 agentes federais, incluindo delegados lotados em outros estados, como do Maranhão (que interrogou Luiz), tudo para deflagrar um espetáculo midiático e prender "perigosíssimos" 7 professores universitários, dentre eles o Magnífico Reitor da UFSC, possivelmente com custo (diárias, hospedagem, alimentação, transporte, etc) superior ao do suposto desvio.   

A Lei 4.898/1965, que regulamenta a representação nos casos de abuso de autoridade, dispõe, em seu artigo 4º, "b" e "h" que constitui abuso "submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei" e praticar "ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal".
 

(...) No presente caso, a autoridade policial não só submeteu o falecido reitor a imensurável vexame ao conduzir sua prisão, em local inadequado (penitenciária), como causou mácula irreparável à sua honra, ao divulgar a informação de que ele estaria envolvido em suposto desvio milionário, quando o próprio caderno investigativa afirma que seu envolvimento estaria restrito a alegada interferência administrativa.
 

Dessa forma, por tudo que foi exposto, resta evidente que a Delegada Érika Mialik Marena extrapolou suas funções institucionais, devendo ser apurados com rigor os abusos praticados na "Operação Ouvidos Moucos", a fim de responsabilizar os envolvidos no trágico desfecho e prevenir a ocorrências de novos episódios deste jaez.
Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Lula: 'A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais'


Página do jornal francês Le MOnde com entrevista de Lula

Numa entrevista à edição de domingo do jornal francês Le Monde, o ex-presidente Lula conseguiu sintetizar na frase que dá título a esta postagem a insólita perseguição que lhe vem sendo feita pela Lava Jato, como braço jurídico-policial do golpe.

"A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais".
A seguir, trechos da entrevista publicados na RFI, onde Lula se diz disposto a, se eleito, convocar um referendo para o povo julgar as reformas impostas goela abaixo pelo governo golpista.



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz em entrevista publicada na edição deste domingo (19) do jornal francês Le Monde que está pronto para reassumir o poder na eleição presidencial de 2018. "Ainda posso ajudar os pobres", afirma o petista, acrescentando que, se for eleito, irá organizar um referendo para "consultar o povo" sobre as reformas econômicas. 
Lula reafirma que "a destituição de Dilma foi um golpe de Estado". "Contra Dilma, contra o PT e contra a ideia que eu me reapresente na eleição", ressalta.
Processos judiciais
Na entrevista, Lula se defende das acusações de corrupção e aproveita para criticar o juiz Sérgio Moro, que em julho deste ano o condenou a quase 10 anos de prisão. "Fui condenado em um processo em que o mesmo juiz reconhece que o apartamento não era meu e que não houve desvio de recursos da Petrobras", denunciou.
"O juiz Sérgio Moro, refém da mídia, estava condenado a me condenar. Os procuradores, tomados pela megalomania, garantem que o Partido dos Trabalhadores queria o poder para roubar. Eles têm um comportamento de analfabetos políticos", critica. "A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais", diz o ex-presidente de 72 anos. "A hora da verdade chegará e o PT decidirá", acrescenta.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Declínio do império. 6 indicadores em que os Estados Unidos estão piores até do que países em desenvolvimento


Imagem de uma jovem homeless nos EUA

Se você acha que o maior problema dos Estados Unidos é o Trump, errou. Se acha que é o gordinho presidente da Coreia do Norte, também.

O problema dos EUA é seu declínio, o declínio natural de todo império, após seu apogeu. Aconteceu com o Egito, com a Itália, com a Inglaterra e agora chegou a vez deles.

A crise atingiu em cheio o país e em alguns lugares o número de famintos, homeless, pedintes, fodidos de todos os tipos, drogados vagando a esmo, é igual ao de qualquer país subdesenvolvido.

Em seis itens importantíssimos, o declínio do império pode ser medido em números:

  1. Expectativa de vida
  2. Mortalidade Infantil
  3. Mortalidade materna
  4. Taxa de homicídios
  5. Gravidez na adolescência
  6. Educação


1. Expectativa de Vida


Os EUA estão em 40º lugar, atrás de nações ditas desenvolvidas, mas também atrás de Chile, Costa Rica e Cuba.

2. Mortalidade Infantil


De acordo com o relatório mais recente do PNUD, que utiliza dados de 2015, nos Estados Unidos esse valor é de 5,6. Isso o coloca no 44º lugar do mundo, novamente superado pelos países ricos como um todo, bem como por Cuba (de novo!), Bósnia Herzegovina e Croácia.

3. Mortalidade materna


Desde o início deste século, os Estados Unidos registaram um aumento nos índices de mortalidade materna, cuja taxa passou de 17,5 mortes por 1.000 nascimentos em 2000 para 26,5 em 2015, de acordo com pesquisas publicadas. pela revista The Lancet em janeiro de 2017.

É um fenômeno que vai contra as tendências no resto do mundo industrializado, onde houve um declínio no mesmo período.

Além disso, o número registrado nos Estados Unidos é superior ao da Costa Rica (24.3), da China (17.7), do Vietnã (15.6) ou do Líbano (15.3).

Neste caso, há também uma clara divergência nos Estados Unidos, porque a mortalidade materna entre mulheres brancas é 13, mas entre as mulheres afro-americanas é 44.

4. Taxa de Homicídios


Este número contrasta com os países europeus, como a Áustria (0,51) ou a Holanda (0,61), mas também com o Canadá (1,68) e até a Albânia (2,28), Bangladesh (2,51) e Chile (3.59, de acordo com os dados de 2014, o mais recente).

5. Gravidez na adolescência


Segundo dados do Banco Mundial para 2015, os EUA registram uma taxa de 21 nascimentos desse tipo para cada 1.000 mulheres entre 15 e 19 anos de idade, o que coloca esse país no 68º lugar do mundo, ao mesmo nível que Djibouti e Aruba, e bem acima da média em países de alta renda que é de 13 nascimentos por mil.

6. Educação


De acordo com um estudo realizado no âmbito do Programa Internacional de Avaliação de Competências (PIAAC, ena sigla em inglês), entre os países membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), EUA teve uma performance que, no melhor dos casos, foi medíocre.

A pesquisa mediu três níveis educacionais diferentes em termos de capacidade de leitura e capacidade numérica: pessoas que não completaram o ensino médio, indivíduos com educação secundária e outros com pelo menos dois anos de ensino universitário.

23 países participaram da análise: Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Países Baixos, Noruega, Polônia, Coréia do Sul, Eslováquia, Espanha, Suécia, EE. .U., Bélgica e Reino Unido.

No teste sobre capacidade de leitura, entre aqueles que não haviam terminado o ensino médio, os americanos estavam entre os cinco países com os piores resultados; enquanto que entre aqueles que completaram esses estudos estavam abaixo da média de todos.

No caso de pessoas que tinham pelo menos dois anos de estudos universitários, os americanos estavam acima de oito países, empatados com outros seis, mas foram ultrapassados ​​por sete nações.

Além disso, os Estados Unidos foram o país que registrou a maior diferença entre os resultados obtidos por aqueles que não terminaram o ensino médio e aqueles que têm pelo menos dois anos de cursos universitários.

Na avaliação das habilidades numéricas, os americanos estavam consistentemente abaixo da média da OCDE nos três níveis educacionais estudados. Além disso, o país foi o último tanto entre os que não terminaram o ensino médio como entre aqueles que acabaram.

Para aqueles que completaram pelo menos dois anos de ensino superior, EUA superou a Espanha e a Itália e igualou outros cinco países, ficando para trás de 15 outras nações.

[Fonte: BBC, onde você pode consultar mais dados e gráficos, em espanhol]


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

'O governo Temer não segue somente sem apoio do povo, mas sim contra o povo', diz artigo no jornal francês Liberation




Um artigo publicado nesta terça-feira (21), intitulado, “Brasil, o novo laboratório neoliberal”, escrito pelo filósofo Dany-Robert Dufour e os sociólogos Frédéric Vandenberghe e Carlos Gutierrez, faz uma análise ácida sobre a situação atual do Brasil.

Confira trecho a seguir. Íntegra aqui.



“O povo sofre”
Depois do fim dos Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro se transformou em uma zona de violência e insegurança, diz o artigo. Os autores descrevem que com “5% de aprovação, o governo Temer não segue somente sem o apoio do povo, mas sim contra o povo, que perdeu a voz, os direitos e a esperança”. Para conseguir seu “golpe de Estado”, Temer se apoiou nos grandes proprietários rurais, setor mais retrógrado do país, e nos grandes empresários, afirmam os autores. O resultado é uma política social, cultural e ecológica desastrosa.
País em pleno retrocesso
Nas áreas rurais, há o retorno de políticas que visam restaurar um regime de trabalho do século 19 - a decisão de relaxar a definição de trabalho escravo e a redução de seus meios de controle é sintomática de relações de poder que ligam as facções do "gado" a Brasília, descreve o artigo de Libération.
Na cidade, ocorre a revogação definitiva dos direitos trabalhistas adquiridos. O texto afirma que a nova lei do trabalho, que entrou em vigor em 11 de novembro, transformará o Brasil em um laboratório de neoliberalismo. “O que aconteceu quando o Chile estava sob o comando de Pinochet, depois que os Estados Unidos apoiaram o golpe, acontecerá no Brasil na era Temer. Não sendo eleito ou candidato nas eleições de 2018, ele não tem nada a perder e já não precisa do povo para governar”, enfatizam os autores.
O apoio dos "partidos fisiológicos", sua base parlamentar e os eleitos corruptos é suficiente para que ele permaneça no poder, e escape do impeachment e, eventualmente, também da prisão, evidenciam os especialistas.
A antidemocrática lei do trabalho
“A partir da próxima semana, a terceirização de todas as atividades de uma empresa se tornará possível...”.
“O artigo mais chocante da nova lei permite que as mulheres grávidas trabalhem em condições insalubres”. Os autores criticam a defesa do governo Temer e da elite econômica, que argumentam que esse conjunto de medidas deve permitir a recuperação econômica do país, proporcionando segurança jurídica aos empreendedores. “No entanto, sabemos que a relação de trabalho é assimétrica e que o "equilíbrio de poder", para usar um vocabulário marxista da década de 1950, ainda em voga no Brasil, é tal que os trabalhadores têm tudo a perder e provavelmente perderão tudo”.
O texto corrobora com vários economistas brasileiros que dizem que a reforma causará uma crise social e econômica sem precedentes. “Em um país onde a concentração da riqueza já é considerável, a nova lei trabalhista reduzirá ainda mais o poder de compra dos mais pobres e reduzirá a já fraca capacidade de investimento do Estado brasileiro, o que será forçado a aumentar a dívida pública”. “A situação é tensa. O Brasil está avançando perigosamente para o precipício. Qualquer coisa pode acontecer - incluindo o pior”, finalizam os intelectuais.

Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Moro manda prender Jesus e bloquear bens de sua família


Juiz Sergio Moro

Não é piada. Jesus é José Antônio Jesus, ex-gerente da Transpetro.


O juiz federal Sérgio Moro determinou o bloqueio no valor de R$ 7,3 milhões, nesta terça-feira, 21, de 3 empresas e 7 investigados – entre eles, o ex-gerente da Transpetro, José Antônio Jesus, principal alvo da Operação Sothis, 47ª fase da Operação Lava Jato.

Os investigadores suspeitam de que valores foram repassados ao agente público, em benefício do PT e que, de forma independente, a mesma empresa fez repasses ao PMDB a pedido da presidência da Transpetro.

O juiz Sérgio Moro determinou a prisão temporária do ex-gerente da Transpetro. O prazo de encarceramento é de cinco dias, período que pode ser prorrogado. O magistrado também pode converter a prisão de Antonio Jesus para preventiva – por tempo indeterminado. Ele foi detido na manhã desta terça-feira, em sua residência, na cidade de Camaçari, na Bahia. [Fonte: Estadão]

Imagem mostra o bloqueio de bens da família.


Clique aqui e passe a receber notificações do Blog do Mello no seu WhatsApp
Você vai ser direcionado ao seu aplicativo e aí é só enviar e adicionar o número a seus contatos

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...