quinta-feira, 22 de maio de 2014

Além do Machado copidescado, vem aí O Alienista Reloaded





Depois de toda a polêmica causada pelo lançamento de uma versão copidescada de O Alienista, de Machado de Assis, vem aí  uma obra ainda mais audaciosa, um lançamento ainda mais pretensioso, arrogante, arbitrário e ressentido, O Alienista Reloaded, de Joaquim Maria Barbosa Machado de Assis.

Em O Alienista Reloaded a história se muda da pacata Itaguaí, no interior do Estado do Rio, para a capital da República. A Casa Verde não é mais uma pequena casa de interior mas o suntuoso palácio que abriga o Supremo Tribunal Federal.

Simão Bacamarte não é mais um psiquiatra preocupado com a sanidade das pessoas, mas um jurista alçado à presidência do STF, que se acha o detentor da verdade jurídica e que pretende fazer um saneamento na a seu ver caótica situação do país.

Incumbido, como o psiquiatra de Itaguaí, de uma certeza absoluta sobre tudo o que faz, ele manda prender e ao mesmo tempo se arvora em executor das sentenças a tal ponto que provoca o caos no país ao modificar a lei dos condenados ao regime semiaberto.

Numa penada, ele mandou de volta para a cadeia mais de 200 mil presos, provocando um caos ainda maior no já caótico estado das penitenciárias do país.

Irritado com alguns de seus pares que pretendiam descumprir suas determinações, ou até mesmo por discordarem dele sobre algum tópico, começou a mandar prendê-los também.

Graças a seus conhecimentos na Alemanha, enviou um dos ministros que mais o afrontavam para o ataque do Bayer de Munique. [leia Lewandowski contratado pelo Bayern de Munique].

Adiante, apoiado pela mídia, mandou cercar com grades o Brasil e considerou todo mundo preso. Só ele tinha as chaves.

Por fim, amargurado, triste e solitário, pois não tinha mais a quem prender, agiu como o Bacamarte original, mandou derrubar as grades do Brasil, soltar todos os presos e recolheu-se sozinho à Papuda, tendo deixado ordens expressas para que jogassem fora as chaves da cadeia.

O Alienista Reloaded já está nas ruas. Acontecendo. Agora.




OBS: Não dou links para a mídia corporativa porque eles também não nos linkam quando nos citam.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pesadelo da Globo vira realidade: AT&T compra DirecTV




A maior operadora de telefonia móvel dos Estados Unidos, AT&T, acaba de comprar a DirecTV, que possui mais de 90% da Sky Brasil. O objetivo é chegar à América Latina e participar do mercado crescente de TV paga e telefonia móvel da região. O Brasil, com a ascensão das classes populares ao consumo, é o alvo principal.

Analistas acreditam que o próximo passo da AT&T pode ser a compra da operadora móvel TIM Participações, em meio a expectativas de venda neste ano pela controladora Telecom Italia. Isso pode dar à operadora americana uma oportunidade para acelerar o desenvolvimento da DirecTV no segmento de banda larga móvel de alta velocidade no Brasil, ganhando acesso aos 73 milhões de clientes da TIM no país. A penetração de banda larga no Brasil é de apenas 33%, de acordo com a BTIG Research. [Fonte: Veja]
Apanhando do Google de um lado e das operadoras de telefonia celular (agora com a maior dos EUA no meio) do outro, a Globo é o marisco nessa luta do rochedo com o mar.

Mais banda larga, internet em alta velocidade e mais opções e barateamento da TV paga estreitam a janela da TV aberta, que perde audiência a cada dia. É o pesadelo da Rede Globo, a força que sustenta as Organizações Globo.

O pesadelo transforma-se em realidade. E está apenas no começo.

OBS: Não dou links para a mídia corporativa porque eles também não nos linkam quando nos citam.

Madame Flaubert, de Antonio Mello

sábado, 17 de maio de 2014

Jornalistas da Rede Globo denunciam emissora por várias irregularidades, inclusive assédio moral




Embora ainda seja a maior e mais poderosa rede de TV do Brasil, a Rede Globo já não pode tanto, como antes.

Além do mal que faz ao país com seu poder oligopólico, agora ela começa a fazer mal para dentro, atingindo diretamente seu corpo de jornalistas. A denúncia é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro:

Jornalistas da Rede Globo confiam na mediação do Ministério do Trabalho para erradicar irregularidades que têm se multiplicado na emissora. Redução em salários, assédio moral, acúmulo de funções, jornadas de 13 dias sem folga e banco de horas negativo foram algumas das denúncias apresentadas por cerca de 40 profissionais da empresa que estiveram reunidos com o Sindicato por mais de duas horas na tarde desta terça-feira (06/05) em um colégio do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A mesa redonda com o ministério poderá ajudar a esclarecer possíveis ilegalidades cometidas pela Globo no processo de reestruturação em curso.

A reunião foi convocada a pedido dos jornalistas da Rede Globo após redução abrupta nos salários, desde março, por uma decisão da empresa de evitar que seus funcionários trabalhem além da jornada legal de cinco horas mais duas extras. O problema é que essas horas extras robusteciam a remuneração dos jornalistas, em um sistema estimulado pela emissora, já que a média do salário-base por lá é baixo. Há casos de profissionais que perderam R$ 2.000 de um mês para o outro.

Como compensação, a Globo ofereceu uma indenização calculada sobre a média das horas extras pagas nos últimos seis meses. A compensação, de baixo valor e que não resolve a perda mensal nos salários, é encarada pelos jornalistas e pelo Sindicato como um ‘cala boca’ oferecido pela empresa.

As justificativas dadas pelo setor de Capital Humano – nome do departamento de recursos humanos da Rede Globo – aos funcionários foram um verdadeiro festival de assédio moral. Os jornalistas relataram que foram chamados um a um para conversar com analistas de recursos humanos, que não respondiam de forma clara as perguntas e até chegaram a espalhar boatos de que jornalistas fraudavam o ponto para ganhar mais. O gestor direto era chamado a participar em muitas dessas reuniões, numa atitude claramente intimidatória.

Pelo fim do ‘cheque especial’ do banco de horas

Para além dos salários, os jornalistas da Rede Globo também se queixaram do sistema de banco de horas, em que começam o mês devendo 21 horas – que seriam relativas aos sábados não trabalhados. O Sindicato reiterou que a prática é ilegal, apesar de estar disseminada nas redações do Rio que adotaram o controle de ponto. A Justiça entende que a empresa deve abonar as horas dos dias em que não requisita o funcionário. O fim desse ‘cheque especial’ do banco de horas deverá ser negociado com os patrões nas rodadas da campanha salarial.

Acúmulo e desvio de funções, jornadas de até 13 dias sem folga e a obrigatoriedade de tirar uma hora de descanso no meio do expediente são outros assuntos que deverão ser tratados na conversa com a mediação do Ministério do Trabalho. Ficou acertado no encontro de segunda-feira que uma nova reunião será marcada no mesmo local, em dois horários, para atrair mais jornalistas insatisfeitos com o desrespeito aos direitos trabalhistas na Rede Globo. [Fonte]
 




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Madame Flaubert, de Antonio Mello

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O melhor vídeo comparativo entre governos é este de Marcelo Adnet, feito em 2010

Inteligente, mordaz, divertidíssimo, Marcelo Adnet dá um show e mostra este Brazil com vergonha do Brasil.

Gravado em 2010, quando Marcelo ainda estava na MTV, o vídeo ainda dá pistas do que acontece agora, quando, ao final, ele avisa que tem que ir para uma reunião onde estão planejando um golpe para 2014...



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Madame Flaubert, de Antonio Mello

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Será necessário um novo Sobral Pinto para interromper as arbitrariedades cometidas contra Dirceu e Genoíno?


Sobral Pinto


Durante a ditadura do Estado Novo, de Getúlio Vargas, o advogado Sobral Pinto (imagem) invocou a Lei de Proteção aos Animais para defender os líderes comunistas Luiz Carlos Prestes e Harry Berger. Será necessário que se faça o mesmo agora?

Em termos de tortura física, evidentemente não se pode comparar as aplicadas a Prestes e Berger (que morreu louco na Alemanha, graças às torturas) com o que está acontecendo agora a dois réus do chamado mensalão.

Mas o que está sendo feito aos Josés - Dirceu e Genoíno - é crime covarde e continuado, tortura, bullying, aplicado pelo presidente do Poder que, em tese, deveria promover a Justiça, sob silêncio cúmplice de seus pares, aplauso mais, ou menos efusivo da mídia e alegria e regozijo de colunistas vendidos e seus leitores, "indignados úteis" (sobre estes, leia Mídia corporativa e Instituto Millenium, aliados dos EUA, usam 'indignados úteis' para transformar o Brasil numa nova Venezuela) que não percebem que ao aplaudirem a injustiça hoje abrem caminho para sofrê-la amanhã.

Leiam com atenção e se possível despindo-se de preconceito este precioso texto de Paulo Moreira Leite, publicado originalmente aqui.

A notícia de que uma das filhas de José Dirceu furou a fila da Papuda para encontrar-se com seu pai tem a relevância de um episódio menor numa grande tragédia.
Ninguém precisa ter compromisso com erros e deslizes.
Quaisquer que sejam as falhas e faltas cometidas  neste caso, que ainda aguarda esclarecimentos maiores, é preciso distinguir o principal do secundário, o que é certo do que é absurdo. 
José Dirceu, hoje, é vitima de  tortura moral contínua.  
Como esse tipo de violência não deixa marcas físicas, muitas pessoas acham fácil conviver com ela. Não sentem culpa nem remorso.
O pai de Joana Saragoça encontra-se preso na Papuda desde novembro de 2013.
Jamais foi condenado a regime fechado mas até hoje lhe negam o direito de sair para trabalhar. Sua privacidade foi invadida e, sem seu consentimento, suas fotografias na prisão chegaram aos meios de comunicação, várias vezes, onde foram exibidas de modo a ferir sua imagem. Nada aconteceu com os responsáveis por isso. Nada.
No esforço para encontrar – de qualquer maneira – o traço de qualquer conversa telefônica indevida, um indício, um ruído, uma procuradora chegou a pedir o monitoramento ilegal das comunicações do Palácio do Planalto, o STF, o Congresso – e nada, absolutamente nada, lhe aconteceu nem vai acontecer, fiquem certos.
Infiltrados numa visita de caráter humanitário, parlamentares da oposição chegaram a divulgar mentiras convenientes para prejudicar Dirceu. Lançaram a lorota do banho quente na cela. Uma deputada que sequer entrou em sua cela deu entrevistas falando dos privilégios. O que ocorreu? Nada. Nada. Nada. Sequer sentiu vergonha. Talvez ganhe votos.
Situações como aquela enfrentada por José Dirceu podem criar situações insuportáveis entre pessoas próximas.
São capazes de  provocar reações irracionais, erradas, por parte daqueles que mais sentem a dor da injustiça.
Sem suspiros moralistas, por favor.
Lembrando as reações iniciais ingênuas da família do capitão André Dreiyfus, Hanna Arendt sugere que os parentes – muito ricos -- chegaram a pensar em subornar autoridades que poderiam libertá-lo.
Quer um episódio mais chocante? Em 1970, Carlos Eduardo Collen Leite, o Bacuri, militante da luta armada, foi preso e massacrado pela tortura do regime militar. Não custa lembrar que, antes de ser executado, os jornais fizeram sua parte no serviço: noticiaram sua fuga – dando a cobertura para um assassinato impune.
Bacuri foi apanhado num momento em que fazia levantamento para um sequestro no qual pretendia salvar a mulher, a militante Denise Crispim, presa e grávida. Quando seu corpo apareceu, Bacuri tivera as orelhas decepadas, olhos vazados, dentes quebrados, vários tiros no peito.
Claro que estamos falando de situações diferentes. Muito diferentes. Graças a atuação de homens e mulheres no passado mais duro – inclusive José Dirceu – o país tem hoje um regime de liberdade.
Estes casos mostram, contudo, como é difícil reagir diante da injustiça.
Mostram como é pequeno falar em “privilégio” diante de um poder que se arvora o direito de espionar a presidência da República e nada sofre. Que desrespeita a lei, enrola e ganha tempo, apenas para punir e perseguir.
 E é errado, muito errado, cobrar de quem está nessa situação, oprimida, injustiçada, comportamentos exemplares, racionais, sem enxergar o conjunto da situação. Até porque nada se compara com outras reações surpreendentes e tão comuns no país, como a de empresários que corrompem políticos, constroem fortunas imensas e, mais tarde, apanhados em flagrante, alegam que foram vítimas de extorsão. Nada disso.
 O pai de Joana Saragoça está sendo submetido a um processo continuo de violência moral. Sua base é o silêncio, o escuro, é a cela fechada, o presídio trancafiado, os amigos distantes, o trabalho proibido, tudo para que se transforme numa não pessoa,   com a cumplicidade e o silêncio dos mesmos que se mostram muito incomodados com banhos quentes, um papelzinho de uma lanchonete fast-food, uma feijoada em lata...
 E se você acha que, talvez, esse negócio de “tortura moral” pode ser invenção deste blogueiro, talvez seja bom desconfiar da natureza de seus próprios princípios morais. Eles podem ter-se tornado flexíveis ultimamente.



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Madame Flaubert, de Antonio Mello

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Para Paulinho da Força, Revolução é uma tequila que se toma para “calibrar o discurso”


FOLHA DE SÃO PAULO
2 de maio de 2014
Painel
Vera Magalhães
PINGA NI MIM
Paulinho da Força comprou três garrafas de tequila “Revolución” para a festa da central e, às 11 horas, já circulava com um copo à mão. Disse que era para “calibrar o discurso”. Acabou dizendo que Dilma deveria estar na Papuda. A fala preocupou advogados da central.

Notícia da Folha a gente tem que ler com muito cuidado. Amanhã, pode vir um Erramos, como já virou rotina por lá.

Mas, de uma coisa se pode ter certeza, Paulinho da Força exagerou na dose. No discurso. Na tequila. Ou em ambos.

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Madame Flaubert, de Antonio Mello

Na edição do Dia do Trabalhador, O Globo mostra que está onde sempre esteve: na contramão dos interesses do povo




Capa do jornal O Globo de hoje, que repercute o Dia do Trabalhador de ontem, em destaque na meia página superior, os dois principais candidatos de oposição ao governo da presidenta Dilma.

Logo eles, que de forma indireta ou por suas próprias palavras, anunciam governos que tomarão "medidas impopulares".

É como sempre digo: Globo sempre esteve na contramão do Brasil, ao longo da história. Cotas, ProUni, Getúlio, Lula.

Não é de hoje. Em 26 de abril de 1962, O Globo reagiu assim ao anúncio do 13º  salário:


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Madame Flaubert, de Antonio Mello

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ministro Cardozo, Policial Federal treina tiro ao alvo com silhueta de Dilma, recebe apoio de outros PFs e você não faz nada?




Em seu perfil no Facebook, um Policial Federal, usando camiseta da corporação, exibe fotos de seu treinamento de tiro que tem como alvo uma silhueta da presidenta Dilma Roussef. Foram postadas em 25 de abril e até o momento (mais de 17h do dia 1 de maio) ainda estão lá.

Além dele, outros Policiais Federais, uma funcionária do Ministério da Justiça e um funcionário do Governo Federal fizeram comentários sobre as fotos:

Um funcionário do Governo Federal: - Agora sim, da última vez critiquei e agora o parabenizo! Esse é o Balas! Abraço.
Outro Policial Federal: - Excelente. Vou roubar essa silhueta pra mim.
Funcionária do Ministério da Justiça: - Adorei o alvo, Danilo Balas.
Outro Policial Federal: - Haha...ei Danilo Balas, aquela linha de tiro era maneira... Com essa "silhueta" então...
Conforme publiquei aqui outro dia (Mídia corporativa e Instituto Millenium, aliados dos EUA, usam 'indignados úteis' para transformar o Brasil numa nova Venezuela), a direita, os que não se conformam com o governo popular, estão botando as manguinhas de fora, cada vez mais atrevidos, e a falta de uma resposta firme os leva a se tornarem cada vez mais explícitos e agressivos.

A falta de ação do ministro, agora e em situações anteriores, mostra que ele não está à altura do cargo que ocupa.

Abaixo, reproduzo a imagem postada pelo PF no Facebook.



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Madame Flaubert, de Antonio Mello

terça-feira, 29 de abril de 2014

O pensamento (muito) vivo de Ali Kamel, Diretor Geral de Jornalismo e Esportes da TV Globo



Não sou movido por paixões políticas e meu compromisso é apenas com a minha profissão: relatar os fatos, com correção e imparcialidade, não importando se beneficiam ou prejudicam esta ou aquela corrente política. 

Posso constatar com orgulho que esta é também a postura dos meus colegas de redação. Para todos nós, é motivo de satisfação trabalhar numa casa que não espera de seus funcionários outra coisa senão esse tipo de comportamento. Políticos passam. Eleições chegam ao fim. Mas o nosso trabalho jornalístico é diário e avança nos anos. 

Supor que jornalistas da TV Globo e a própria emissora possam perder isso de vista, trocando os compromissos éticos de nossa missão conjunta por objetivos políticos subalternos, é uma ofensa gravíssima que repudiamos com toda a ênfase. [Fonte]

Você que me lê concorda com ele, é isso o que vemos refletido nos telejornais da Globo? Ou ele é um a) cínico; b) um alienado; c) um mentiroso; d) um homem que fala a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade; e) ele é o Vovô Simpson, pai dos Homer?


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Madame Flaubert, de Antonio Mello

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